Conheça o cardápio contra Alzheimer

Fortalecer o cérebro com alimentos ricos em vitamina, selênio e ômega 3 retarda a chance de desenvolver Alzheimer

Alimentação e AlzheimerAlimentação e Alzheimer - Foto: Editoria de arte

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 47 milhões de pessoas sofrem de demência no mundo inteiro e que, pelo menos, dez milhões de novos casos são identificados anualmente. Em meio a esse número alarmante está a doença de Alzheimer, um distúrbio cerebral progressivo que, inicialmente, leva à perda de memória. Problema sério, que pode ser cuidado do ponto de vista da prevenção, segundo especialistas atentos no aporte nutricional fornecido pelos chamados superalimentos.

“Há um conjunto de fatores capaz de te fortalecer e de te dar mais opções diante de diagnósticos tão assustadores. Pense nas causas do Alzheimer como se fosse um polvo marinho. Nós temos que atacar todos os tentáculos para obter sucesso”, diz o neurocientista Nelson Annunciato. Ele cita, por exemplo, os benefícios da cúrcuma. “De acordo com as informações presentes no Annals of Indian Academy of Neurology e University of California , ela tem poder antioxidante e anti-inflamatório que age contra a oxidação e a inflamação também das células nervosas”, afirma.

Ainda no campo da alimentação, pesquisas recentes dão conta de que inserir um cardápio rico em probióticos e fermentados também auxilia na saúde mental. Isso, porque o sistema gastrointestinal possui grande quantidade de células nervosas e neurônios que se conectam diretamente com o cérebro, exigindo esse cuidado especial já a partir do estômago. Razão para abastecer a despensa com iogurtes naturais, queijos e lactobacilos capazes de atuar diretamente no fortalecimento da flora intestinal.

Embora um ingrediente ou outro seja importante nesse processo, a nutricionista Larissa Vila Nova, do Solar Day Care para idosos, diz que não há uma intervenção direta para prevenir Alzheimer e, sim, um conjunto de hábitos e alimentos em nome de uma vida saudável. Por isso, é importante acrescentar na rotina produtos ricos em ômega 3 e selênio. “Vitaminas do complexo B, principalmente B1, B2, B6, B12 e ácido fólico, possuem um papel protetor em relação à doença. Estudos sugerem que o aporte inadequado dessas vitaminas está associado à redução da capacidade cognitiva. Já a vitamina C, encontrada em frutas como acerola, laranja e limão, tem papel fundamental na produção de neurotransmissores, como a dopamina e a noradrenalina, que atuam como antioxidantes protegendo os neurônios contra os radicais livres”, explica.

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Ainda em relação às vitaminas, a D, sintetizada pela luz solar e em alimentos como carnes e peixes do tipo sardinha, corvina, truta e salmão, é essencial para o desempenho cognitivo. Enquanto a E, presente em vegetais verde-escuros, oleaginosas, óleos vegetais, gema de ovo e fígado, é um constituinte das membranas dos neurônios e um potente antioxidante. “Já o ácido eicosapentaenoico (EPA) e o ácido docosahexaenoico (DHA) são encontrados no ômega 3 e estão relacionados a formação de membranas neuronais e manutenção do equilíbrio das funções orgânicas. Lembrando que, além dos pescados, está presente na chia, linhaça e nozes”, reforça a especialista.

 

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