Crianças obesas podem chegar a 75 milhões até 2025

Estimativa grave é da OMS e pode ser evitada com prevenção

Acompanhamento familiar é indispensável para a saúde dos pequenosAcompanhamento familiar é indispensável para a saúde dos pequenos - Foto: Divulgação

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Obesidade é o tipo do assunto sobre o qual nunca é demais falar. É uma das principais doenças do nosso século e caminha para um quadro assustador em todo o mundo - no Brasil, não é diferente. O cenário é ainda mais alarmante quando tem criança envolvida. Se nada for feito, até o ano de 2025, haverá 75 milhões com sobrepeso e obesidade, de acordo com a mais recente estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS). Esse cenário significa que, como consequências, diversas outras doenças poderão afetar a saúde dos pequenos. No Brasil, mais da metade da população (55,7%) está com excesso de peso, segundo dados da pesquisa Vigitel. Cerca de 12,7% dos meninos e 9,4% das meninas estão obesos. 

De acordo com Isabela Lorizola, consultora de Nutrição da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (ABIMAPI), a conscientização dos pais sobre os riscos e consequências do sobrepeso para o futuro das crianças e sobre as formas mais adequadas de evitar o ganho de peso é fundamental para a reversão do quadro atual do crescimento da obesidade. "A probabilidade de uma criança gorda tornar-se um adulto acima do peso é enorme. Isso porque o número de células adiposas, que retêm gordura, conhecidas como adipócitos, é geralmente definido até os 20 anos. Depois dessa idade, a diminuição da quantidade dessas células pode ser prejudicada, sendo mais difícil de perder", explica.

Mas quais seriam as principais causas que fazem a criança desenvover um quadro de obesidade? Dados da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) apontam que isso pode estar relacionado com o sedentarismo, peso ao nascer, aleitamento materno, obesidade dos pais e fatores do crescimento. "A família deve ficar atenta também a comportamentos que possam causar distúrbios alimentares, como ansiedade e depressão na adolescência", reforça a especialista. Ou seja, a prevenção continua a ser o melhor remédio.

Mas um quadro instalado de obesidade, em qualquer idade aliás, deve ter acompanhamento multidisciplinar - além de uma mudança de hábitos. Segundo Lorizola, o tratamento deve ser acompanhado por nutricionista, endocrinologista e psicólogo. "As famílias devem evitar introduzir dietas restritivas na rotina das crianças ou adolescentes sem orientação, já que isso pode comprometer o desenvolvimento do organismo, além de poder originar compulsões alimentares. O ideal é diminuir progressivamente as calorias consumidas, levando em consideração a qualidade dos nutrientes, e não exagerar nas quantidades. Uma alimentação equilibrada, atividade física e apoio familiar são caminhos para a perda de peso e melhora da qualidade de vida dos pequenos", alerta a nutricionista.

 Como tratar a obesidade?
• Reeducação alimentar: dieta balanceada, com nutrientes em quantidades suficientes
• Redução progressiva das calorias, dispense dietas restritivas
• Cada refeição tem um valor: café da manhã, almoço e jantar são as principais refeições e não devem ser substituídas por alimentos que tragam maior teor calórico e menor valor nutricional
• Tenha rotina: mantenha as refeições em horários regulares e constantes para que o organismo realize suas funções corretamente
• Tratamento farmacológico: apenas em último caso, o uso de medicamentos deve ser prescrito

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