Empresa pernambucana de panificação completa 110 anos e prepara nova expansão
De uma padaria no Agreste a uma indústria de congelados do Nordeste, a Pan Cristal celebra 110 anos de trajetória
Nascida em Surubim, a 120 km do Recife, a Pan Cristal surgiu inicialmente como uma pequena padaria fundada pelo empreendedor João Batista de Souza. Décadas depois, o negócio atravessou gerações e ganhou um novo sentido sob o comando do neto de seu idealizador, também chamado de João Batista, que transformou a tradição familiar em uma indústria de alcance regional.
Em 1996, a empresa teve seu primeiro grande salto com a inauguração da fábrica de pães e massas congeladas, que tinha como objetivo atender à rede de padarias da família. A solução interna tornou-se um negócio robusto, responsável hoje por abastecer milhares de clientes em diversos estados do Nordeste.
Para João Batista, presidente da Pan Cristal, a longevidade da empresa é fruto de muito trabalho. “Temos orgulho de ser uma empresa nascida no interior de Pernambuco que hoje leva seus produtos para diversos estados do Nordeste. Nosso compromisso continua sendo investir em qualidade, inovação e geração de oportunidades”, comenta o empresário.
Devido ao crescimento contínuo da operação, com cerca de 6 milhões de quilos de alimentos produzidos por mês, a empresa segue em expansão com a construção de um novo galpão, que permitirá ampliar a capacidade produtiva e lançar novas linhas de produtos.
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Receitas próprias
Os principais itens produzidos são o tradicional pão francês, massas para pizza e bolos, além de salgados, doces e produtos típicos. Todos são desenvolvidos a partir de receitas próprias.
O grupo possui ainda itens que naturalmente não utilizam farinha de trigo em sua composição, como a pamonha, os bolos de mandioca, macaxeira e pé de moleque. Outro destaque é o tradicional Bolo Souza Leão, reconhecido como patrimônio imaterial de Pernambuco.
“Esses produtos foram desenvolvidos para oferecer sabores autênticos, reforçando o compromisso da empresa com a valorização da gastronomia regional e da identidade cultural nordestina”, explica Hibernon Neto, diretor industrial.

