Fruto promoveu diálogos sobre a cadeia alimentar

Foram discutidas produção e a relação atual que temos com a comida

Alex Atala e Felipe Ribenboim coordenaram seminário que busca mudançasAlex Atala e Felipe Ribenboim coordenaram seminário que busca mudanças - Foto: Reinaldo Canatao/Divulgação

Como o mundo vai se alimentar nos próximos anos? Estamos vivendo mais uma revolução alimentar, sem nenhuma dúvida, em que questionamentos como esse são iminentes. Neste momento, estão sob indagações indústria, dietas, modos de produção, enfim.

Pesquisadores, cozinheiros e produtores de todo o mundo vêm unindo forças e conquistando espaços para o debate público sobre a qualidade da comida que consumimos, e da cadeia da qual é resultante.

Exemplo recente é o seminário "Fruto - Diálogos do Alimento", nos dias 26 e 27 passados, na cidade de São Paulo, na Unibes Cultural, organizado pelo chef de cozinha Alex Atala (D.O.M) e pelo produtor cultural Felipe Ribenboim, com a chancela do Instituto ATÁ.

O evento reuniu protagonistas de todos os processos da cadeia de alimento, como o italiano Carlos Petrini, fundador do movimento Slow Food, com o objetivo de expor alternativas para alimentar o mundo de forma limpa.

Atala e Ribenboim arregimentaram 30 personalidades e traçaram dez constatações e soluções, através de vários debates, para alimentar a sociedade com qualidade nos próximos anos, alarmando os impactos socioambientais do sistema atual e a importância em reconectar o espaço urbano com o campo e a floresta - visto que a expectativa da população mundial para 2030 é de 8,6 bilhões de pessoas, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

As "sementes" desse "Fruto", de acordo com os organizadores, precisam ser semeadas e divulgadas por todos da sociedade civil. São elas: "A humanidade está numa encruzilhada alimentar"; "O sistema atual de produção está matando o planeta"; "Os desafios não têm precedentes e são de múltiplas ordens"; "A mudança do clima torna esse quadro ainda mais dramático"; "As soluções também são múltiplas"; "O produtor de alimentos é aliado, não vilão"; "As populações tradicionais serão cada vez mais importantes"; "Os oceanos são a próxima fronteira"; "É preciso fortalecer a alimentação local"; "E reconectar a população urbana com o campo e a floresta".

O "Fruto" é uma semente para fortificar. Espero que cada um de nós encoraje outras pessoas, outras empresas, com seus propósitos e valores, para em 2019 fazermos outros eventos e gerarmos mais conteúdo. O "Fruto" só existe se ele for nosso. Não pode ser um evento, tem que ser um movimento - sem dono, sem credo, para um amanhã melhor”, defendeu Alex Atala. Para assistir aos debates que rolaram no seminário, basta se inscrever no canal do Youtube: Seminário Fruto.

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