Jefferson Rueda assina jantar no Recife, no dia 13/08

Restaurante da ZN celebra um ano e recebe nome de peso da gastronomia nacional

Jefferson Rueda exalta a carne de porcoJefferson Rueda exalta a carne de porco - Foto: Divulgação

Para marcar o primeiro ano do restaurante Oleiro, Zona Norte do Recife, o chef Claudemir Barros recebe, dia 13, o nome mais falado quando o assunto é carne de porco.

Jefferson Rueda, dono de um dos 50 melhores restaurantes do mundo, pelo Word’s 50 Best, traz a expertise com o insumo onipresente na sua A Casa do Porco, em São Paulo, reforçando a ideia de que a cozinha brasileira tem riquezas com desafios pela frente.

Entenda pelo fato de que o insumo protagonista do jantar foi - e muitas vezes continua sendo -, menosprezado por parte dos comensais. Deixamos, assim, de ter algumas das mais incríveis experiências gastronômicas, em um País onde a produção dessa carne é abundante, do jeito que Rueda sugere em seus pratos.

“Como criamos o porco com alimentação saudável e soltos, o sabor da carne fica mais adocicada, é diferente. Quando as pessoas entenderem os mitos e as verdades sobre a carne de porco, ela virá a ser protagonista em qualquer cozinha do mundo”, reforça.

Na sua vinda ao Recife, a bagagem vem abastecida dos produtos originados da criação em São José do Rio Pardo, município que fica quase na divisa com Minas Gerais, a 258km da capital paulista. Chegam para somar com os sabores do chef Claudemir Barros, num cardápio de cinco etapas mais alguns extras.

Entre os destaques, o tartar de porco maturado com o tutano do animal, mais cogumelos. Segue com a combinação de um sushi feito com papada de porco, tucupi preto e nori, também pelas mãos de Rueda.

De principal, o arroz de suã de porco reúne frutos do mar e raspas de limão. Continua com a costela de porco combinada com musseline de castanha brejeira, molho de mel de engenho e jerimum defumado, preparado por Claudemir.

De sobremesa, caju confit recheado, mais lardo, farofa, sorvete de castanha e licor de caju. Não à toa, o anfitrião trabalha com o mote “obrigado por sua história na nossa história”, em referência à via de mão dupla que a cozinha e o salão do Oleiro construíram nesses últimos meses com o público. Foi assim com os chefs Rodrigo Mocotó, convidado no mês de fevereiro, e Fabrício Lemos, presente no menu de março.

ENCONTRO DE CHEFS
Não é a primeira vez que Claudemir e Jefferson Rueda cozinham juntos. A última foi há pouco mais de um ano, na primeira edição do Porco Mundi, evento realizado na Casa do Porco.

Claudemir era um dos convidados nordestinos atento à evolução de um chef que já admirava. “Foi quando eu entendi o que era o seu restaurante, um lugar onde só vende porco e com o sucesso que vem fazendo. Faz parte de uma evolução incrível na trajetória de Jefferson”, comenta Claudemir.

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Mas foi a bandeira em nome da versatilidade da carne suína que fez os dois criarem a afinidade de hoje na cozinha. “A minha mãe criava porcos e eu, sempre às cinco da tarde, ia à creche do meu bairro buscar lavagem, o resto de comida do dia que eu trazia na cabeça.

Aquilo salvava a criação, para vender metade da carne e ter dinheiro para suprir as necessidades daquela época. Então, uma casa só com esse ingrediente remete a uma história de família”, completa o chef do Oleiro.

A expectativa é que no restaurante recifense, cujo ingresso para o jantar esgotou em apenas três horas, eles sigam defendendo as potencialidades nacionais.

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