'Monotonia alimentar' causa deficiências nutricionais

Quem segue a mesma dieta por um longo período pode ter carências nutricionais que afetam o funcionamento correto do organismo

Refeição equilibradaRefeição equilibrada - Foto: Leo Motta/Arquivo FolhaPE

Em tempos de modismos na alimentação, alguns pratos aparecem mais do que deveriam na rotina de muita gente. Que o diga a famigerada combinação de frango e batata-doce, como a escolha perfeita de quem não quer perder o foco na dieta e nem nos exercícios físicos. Uma junção coerente de proteína e carboidrato, que perde a relevância quando o indivíduo deixa de lado outros ingredientes também ricos em vitaminas e minerais, por exemplo. É a chamada monotonia alimentar, que chama atenção para os riscos de um cardápio muito restrito.

Prova disso está na recomendação mais antiga de quase todos os nutricionistas: “quanto mais colorido for o prato, melhor!”. Isso acontece porque cada alimento é fonte de algum tipo de nutriente, e deixar certos itens de lado é aumentar as chances de doenças como a anemia. “Além disso, a monotonia pode deixar o nosso corpo preguiçoso, dificultando o emagrecimento. Já percebeu que depois de um tempo de dieta, temos dificuldade de perder peso? Pode ser por essa monotonia alimentar. Quando fazemos exercícios, depois de um tempo também precisamos mudar o tipo de treino para o corpo receber outros estímulos. Assim também funciona com a dieta”, explica a nutricionista clínica, Cristina Albuquerque.

Até quando o assunto é aumento de massa muscular, algumas vitaminas, coma a D, exercem a função de proteger os músculos, participando do processo de hipertrofia. Sendo assim, escanteá-lo por completo dificulta ainda mais os bons resultados. Sem falar que, o consumo excessivo de proteína pode sobrecarregar o sistema renal, enquanto a carência de carboidrato pode atingir diretamente o bom funcionamento do cérebro.

O mesmo alerta vale quando, na correria do dia a dia, as pessoas se alimentam sempre das mesmas coisas por conta da facilidade de não precisar pensar no prato de almoço ou jantar. Ao mesmo tempo, essas pessoas também correm mais riscos de não resistirem às tentações do fim de semana, como forma de compensar o período restritivo. Eis que surgem os exageros de outros tipos de nutrientes, que podem elevar taxas de colesterol, triglicérides e até desregular o diabetes.

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A dica, ainda de acordo com a nutricionista, é preparar um cardápio variado, a partir de ingredientes fáceis de manusear e encontrar no mercado, como forma de diminuir as desculpas em torno da alimentação correta. “Varie os temperos do arroz usando açafrão, cenoura ou alho-poró. Também faça molho de tomate caseiro para as carnes, varie os feijões como preto, mulatinho e azuki. Acrescente castanhas, nozes e amêndoas nos lanches”, completa.

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