O alimento no combate à depressão

Doença merece atenção e tratamento multidisciplinar, e alimentação pode ajudar

Alguns alimentos podem ajudar ou devem ser evitados para quadro de depressãoAlguns alimentos podem ajudar ou devem ser evitados para quadro de depressão - Foto: Arte/Folha de Pernambuco

É provável que você passe por pessoas na rua sem saber que muitas delas sofrem de depressão. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 5,8% dos brasileiros têm a doença. Muitos acreditam que a depressão como “uma fase de tristeza”, mas o fato é que o comportamento é um dos sintomas dentro de um leque maior de fatores. Processos químicos no cérebro também podem ser responsáveis pelo diagnóstico da depressão, como a falta do envio de neurotransmissores (serotonina) para determinadas regiões do órgão.

Alguns alimentos podem se tornar bons aliados na diminuição dos sintomas depressivos, mas é preciso entender que somente a alimentação saudável, mesmo diretamente ligada à química cerebral, não resolveria o processo da depressão, que só pode ser diagnosticada por profissionais capacitados. Segundo a psicóloga clínica Raphaela Melo Meireles, buscar ajuda profissional é essencial. “Somente com a terapia conseguimos ter mais êxito no tratamento da depressão bem como associado a uma alimentação regular, exercícios físicos e intervenções medicamentosas, quando necessário”, diz a profissional.

Os desafios e obstáculos de quem sofre com depressão são intensos, mas a nutricionista esportiva Dayse Nunes afirma que é possível atrelar hábitos saudáveis e alimentação estratégica no tratamento da doença. “Assim como a serotonina, a endorfina e a dopamina também são conhecidas como os ‘hormônios da felicidade’, então se a pessoa está comendo alimentos específicos e se exercitando, está consequentemente estimulando dois neurotransmissores importantes no alívio do quadro depressivo”, explica.

“Serotonina é um neurotransmissor que também mantém funções importantes como o sono, humor, memória e vontade de comer. Por isso, muitos depressivos ficam com esses elementos desregulados, mas existem alimentos ricos em triptofano (aminoácido) que estimulam a serotonina, como castanhas, banana e abacate”, exemplifica Dayse.

Há quem ame comer em fast food, consumir bebidas alcoólicas e, também, os aficionados por alimentos e bebidas que contenham cafeína. De acordo com Nunes, as pessoas com depressão devem evitar esse tipo de comida. “A cafeína mexe com o nosso sistema nervoso central, pessoas que têm depressão e ansiedade podem agravar o quadro se consumir a bebida em excesso”, alerta a nutricionista.

A nutricionista ainda ressalta que a bebida alcoólica retira do organismo nutrientes como magnésio e o selênio, além de cortar os efeitos de quem toma medicamento para depressão. Já comidas muito gordurosas ou com alto teor de açúcar diminuem os níveis de serotonina. “Esse tipo de alimento não é recomendado para nenhuma patologia, com a depressão não seria diferente”, finaliza.

O que pode e o que se deve evitar

CONSUMA:
Ovos, mel, leite e iogurte desnatado, oleaginosas, cúrcuma, frutos do mar, abacate, carne, castanhas, banana

EVITE:
Açúcar refinado, fast food, cafeína, bebidas alcoólicas

Serviço:
Dayse Nunes, nutricionista esportiva
Av. Getúlio Vargas, 714, sala 121 - Olinda
Informações: 99813.9726

Raphaela Melo Meireles, psicóloga clínica
Av. Getúlio Vargas, 808, loja 03 - Olinda
Informações: 98535.0474

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