O desafio de fazer os filhos comerem

Nutricionista dá dicas para estimular os pequenos a se alimentarem melhor

Pais precisam dar exemplo comendo ingredientes saudáveis no dia a diaPais precisam dar exemplo comendo ingredientes saudáveis no dia a dia - Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Para muitos pais e mães, ver os filhos pequenos rasparem o prato ainda é um sonho distante. Mais distante ainda é fazer com que os pequenos comam legumes, frutas e verduras sem fazer cara feia ou birra. Enfim, alimentação na infância é assunto que preocupa os adultos e, atualmente, as entidades de saúde de todo o mundo. Afinal, estima-se que 7,3% das crianças menores de cinco anos estão acima do peso, segundo relatório Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) divulgado há dois anos.

A missão desafiadora de fazer com que as crianças tenham uma rotina alimentar ideal, com os nutrientes necessários ao crescimento, é um esforço diário e parece estar longe de chegar ao fim. Mas Stephanie Fontanari, nutricionista clínica e esportiva da clínica SF nutrição, e consultora da Netfarma, orienta sobre algumas estratégias que podem auxiliar na introdução alimentar infantil.

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“De nada adianta pedir para seu filho comer banana, maçã, ameixa, se o próprio adulto não inclui frutas em sua alimentação. O exemplo é a melhor maneira de ensinar”, explica Stephanie. Portanto, um dos principais equívocos é exigir que o filho coma algo que os próprios pais não consomem, que tenham um prato sem verduras ou legumes.

De acordo com Fontanari, outra estratégia que não funciona com os pequenos é a imposição. “Obrigar a criança a comer determinado alimento, principalmente quando ela não está com fome, só atrapalha. A chance de ela associar a alimentação a algo negativo é grande”, alerta. Tão pouco deve-se oferecer guloseimas como moeda de troca - liberando doces se ela fizer a refeição saudável completa.

A postura educativa, e persistente, é o caminho para conseguir com que os filhos tenham bons hábitos, um dia, na hora de comer. “Não saber impor limites também pode atrapalhar a relação da criança com a comida. É preciso explicar ao filho a hora certa de comer e a hora de parar de comer também. Prato cheio não é sinônimo de saúde. A quantidade de comida deve ser adequada à faixa etária e necessidade de cada criança”, completa a profissional.

Dicas da nutricionista

Estratégia: Faça com que a criança participe do preparo dos alimentos.

“Sempre que possível, peça ao seu filho para lavar um tomate, pegar uma abobrinha na geladeira, observar como se cozinha um repolho”, sugere Stephanie Fontanari

Resultado: Isso fará com que a criança queira descobrir o gosto daquilo que ela ajudou a preparar

Estratégia: Para os legumes ou verduras “mais odiados” - a dica é ralar ou cortar bem miúdo e misturar com outros alimentos, como carne e arroz

Resultado: Aquilo que a criança não gosta ficará “mascarado”, facilitando com que ela coma tudo o que é saudável

Estratégia: Variedade à mesa também é importante para moldar as escolhas alimentares da criança, quebre a monotonia variando os alimentos

Resultado: O aporte nutricional será maior e a criança será estimulada a experimentar mais sabores

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