Peixe é o superalimento da Páscoa

Nutricionistas defendem que o peixe é fonte segura de vitaminas e sais minerais indispensáveis ao corpo

Peixe faz bem para a saúdePeixe faz bem para a saúde - Foto: Arte/Folha de Pernambuco

Não é à toa que a Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere que o consumo per capita de peixe seja de 12kg por ano. O chamado ‘superalimento’, que reina absoluto nesta época do ano, tem menor teor de gordura saturada se comparado à carne vermelha. Isso, sem falar no poder de regular o nível de colesterol bom no sangue, favorecendo diretamente à saúde do coração. Tudo por conta de um verdadeiro combo de nutrientes formado por sais minerais, vitaminas e a tão comentada ômega-3.

Esse, aliás, é um ácido graxo que a indústria não quer tirar os olhos de cima. É que ele não é produzido pelo corpo e seu aporte surge via suplementação. Ponto para quem já consome pescados em quantidades adequadas à contribuição nutricional. “Por ser uma proteína rica, é aconselhável comer até quatro vezes mais que as outras carnes. E, por ser também de baixo teor de gordura, recomendamos o consumo de, pelo menos, duas ou três vezes por semana”, destaca a nutricionista Aline Gomes. Ainda das vantagens de inserir ômega 3 na dieta, está o fato de ele ser anti-inflamatório e benéfico ao sistema imunológico.

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Mas, de volta ao peixe, ele também reserva quantidade significativa de sais minerais, como cálcio, fósforo e iodo, fundamentais para a formação dos ossos, além de fornecer vitaminas A, relacionada à saúde dos olhos, e B, que melhora as funções do cérebro. “Peixes são uma excelente opção para uma alimentação mais saudável por ter baixo teor de lipídeos e serem ricos em proteínas de alto valor biológico e digestão rápida, que não sobrecarrega nosso sistema digestório. Por isso, podem e devem ser bastante consumidos, não apenas na Páscoa”, explica a coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Pernambucana de Saúde, Fabrícia Padilha, de olho no fato de que 86% dos fieis no Brasil preferem deixar de consumir carne vermelha na Sexta da Paixão.

Produto culinário

Mas antes de ir à feira atento na saudabilidade, Padilha explica que existem diferenças nutricionais entre peixes de água doce e salgada, principalmente na concentração de ômega 3, em que os de origem marinha e águas profundas possuem maior quantidade. E já que a pedida mais popular nos últimos dias é o bacalhau, ela destaca que esse produto é rico em minerais, como ferro, fósforo, cálcio e magnésio, e vitaminas A, E e D. O cuidado recai n versão seca, mais popular por aqui, que geralmente vem com quantidade elevada de sódio.

Já os peixes da água doce, como tilápia, a especialista diz que eles são ricos em vitaminas e minerais, como selênio, fósforo, potássio, vitamina B12, niacina, vitamina B6, entre outros que fortalecem o sistema imunológico e reduzem o risco de doenças crônicas. Na hora de preparar uma receita, vale o bom senso. “O ideal é evitar frituras e preferir os assados no forno ou os refogados com molho. Com leite de coco é uma ótima combinação, só não pode exagerar”, completa Gomes.


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