Chef Geovane Carneiro, do D.O.M, é tema do primeiro livro da coleção "Chefs Brasileiros"
Publicação da Editora Senac São Paulo tem curadoria de Andrea d'Egmont
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Não se pode falar do restaurante D.O.M, localizado na cidade de São Paulo, sem reverenciar o cozinheiro Geovane Carneiro.
Chef executivo da casa fundada por Alex Atala, baiano natural de Conceição do Coité, Geovane é a força das engrenagens do mais icônico restaurante do Brasil.
E é ele, o braço direito de Atala, o protagonista do primeiro livro da coleção "Chefs Brasileiros", da Editora Senac São Paulo, que tem o objetivo de compilar as histórias e as criações de grandes cozinheiros e cozinheiras do país.
O lançamento para convidados será no dia 9 de março, no restaurante Dalva & Dito, na capital paulistana.
À frente da curadoria do projeto editorial está a jornalista, pesquisadora e escritora Andrea d’Egmont, que conta ainda com textos produzidos por Ana Cristina Reis e Fernanda Meneguetti, fotografias de Sergio Coimbra.
O livro de inauguração da coleção "Chefs Brasileiros" tem depoimento inicial de Alex Atala.
Do interior da Bahia a São Paulo
A trajetória do cozinheiro nordestino, desde a juventude no interior da Bahia, até a sua chegada à cozinha do mais renomado restaurante fine dining do Brasil, há 26 anos, é contada com detalhes.
O livro ainda é encorpado com o passo-a-passo de receitas do chef, ricamente ilustrado, representando de forma prática as suas memórias, aprendizados e evolução na cozinha.
Geovane Carneiro é um profissional conhecido pela precisão técnica e elegância em equilibrar nuances de sabor.
Atala o define como a força motriz de seu restaurante, que integra a seleta lista de casas brasileiras que sustentam duas estrelas no Guia Michelin, desde a chegada da distinção no Brasil.
“O livro fala da minha história e das receitas que fazem parte dela”, diz Geovane. “Hoje, cozinha é a minha vida, é o que eu faço, almoço e janta. Sou cozinha”, define o chef.
Receitas e boas histórias
Entre os preparos que fazem parte da coletânea, ele destaca o atum com crosta de gergelim e sauté de palmito pupunha e cogumelos, que foi a primeira criação de sua carreira, quando trabalhava no restaurante 72, de Michel Darqué, onde ele e Atala se conheceram.
A lula com tartar de coco, da seção de entradas, nasceu do incômodo que Geovane sentia ao ver o desperdício da fruta na feira livre que acontece semanalmente na rua do D.O.M.
“Toda quinta eu via aquele monte de cocos se empilhando para depois ir para o lixo. Na Bahia a gente consumia a carne, mas aqui jogavam fora”, diz o chef.
“Comecei a insistir para o dono da barraca tirar a carne e dar pra gente. No começo ele não quis, mas acabei por convencê-lo a vender. É nosso fornecedor até hoje e com isso diminuímos 80% do que ia para o lixo.”
Há também referências às comidas da infância que o chef trouxe para a alta gastronomia. Ele conta que, na época da colheita do caju, na Bahia, a família guardava as castanhas para fazer vatapá na semana da Páscoa.
“A gente assava, socava no pilão e juntava farinha de mandioca, dendê e leite de coco. Era a comida da Sexta-feira Santa”, lembra. E é essa memória dos tempos de sertão baiano que inspirou o ravióli de pupunha com vatapá e purê de taioba, um dos pratos simbólicos do menu de 20 anos do D.O.M.
SERVIÇO
Coleção "Chefs brasileiros - Geovane Carneiro"
Páginas: 160
Preço: R$ 130
Onde comprar: no site da Editora Senac São Paulo
*Com informações da assessoria de imprensa

