Restaurantes servem mais do que comida: vendem experiência

Vespertine, em Los Angeles, é símbolo da nova cena gastrô da cidade

Jordan Kahn à frente do Vespertine: quer mudar o rumo dos restuarantesJordan Kahn à frente do Vespertine: quer mudar o rumo dos restuarantes - Foto: Divulgação

No Vespertine, um restaurante que se tornou verdadeiro fenômeno em Los Angeles (EUA), tudo foi pensado para estimular os cinco sentidos, não apenas as papilas gustativas. Todos as salas são perfumadas com aromas de ingredientes exibidos no lobby, convidando o cliente a uma "jornada olfativa".

Os cozinheiros usam aventais estilosos. Os pratos e taças são feitos de pedra vulcânica. Os garçons, vestidos totalmente de preto, movem-se em uma coreografia milimetrada para se dirigirem ao público, abrindo as mãos teatralmente.

"Criamos um mundo em que você entra. A ideia é que entre e percorra como bem entender", explica o chef Jordan Kahn, 34. Ocupando o 1º lugar na prestigiada lista do crítico Jonathan Gold desde a sua abertura em 2017, esta proposta ambiciosa quer "mudar o rumo dos restaurantes modernos".

Em uma cena gastronômica efervescente em Los Angeles, Vespertine faz parte de uma nova geração de restaurantes que querem oferecer uma "imersão", como Dialogue, que promete uma experiência de "brincar com os sentidos e emoções", ou o El Somni.

Para Jordan Kahn, tudo começou quando ele descobriu um estranho prédio de vidro com uma fachada de ferro enferrujado no bairro de Culver City.

Uma obra de quatro atos
Uma refeição no Vespertine é uma obra em quatro atos. Depois de ser recebido em um jardim estilo Bauhaus e o japonês com uma taça de champanhe, o chef oferece aos clientes as boas-vindas em sua cozinha, digna de uma revista de decoração.

Em seguida, são acompanhados para o próximo andar do The Waffle (como é conhecido o edifício), onde é servido um coquetel de espumante com pinho da Califórnia e coroado com uma flor exótica, chips de algas e biscoito de cebolas queimadas e groselhas negras com flores comestíveis. Tudo servido em uma sala minimalista ao ar livre.

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Depois, descem para a sala de jantar onde se sentam em pequenos grupos de vinte, onde experimentam cerca de 15 pratos inspirados na cozinha molecular do catalão Ferran Adrià ou do restaurante vanguardista em Chicago, o Alinea, onde Kahn trabalhou. Mas também na tradição francesa, como uma sopa fria de ervilhas, kiwi, abetos e verbena.

Seguem-se vieiras com lâminas de espargos brancos, arroz com leite salgado, ovos de truta, pétalas de girassol, etc. Para a sobremesa: marshmallow vaporizado no prato com um creme de trigo sarraceno com brotos de jasmim ao ruibarbo e cenouras cristalizadas com groselhas.

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