Safra antecipada fica abaixo da média, mas terá ganho em qualidade

Produtores do Rio Grande do Sul projetam volume 20% menor que em 2017

Menos é mais: volume de uvas é menor, mas serão superioresMenos é mais: volume de uvas é menor, mas serão superiores - Foto: Silvia Tonon/Divulgação

Depois de registrar a maior colheita da história do Rio Grande do Sul (responsável por 90% da produção brasileira), com 753 milhões de quilos de uva em 2017, antecedida pela quebra de safra recorde em 2016, com perda de 57%, a vindima 2018 deverá ficar dentro da normalidade e chegar a 600 mil toneladas da fruta destinadas ao processamento.

Produtores e indústria estão otimistas com o desenvolvimento da produção no campo até o momento. As condições climáticas e o manejo adequado, realizado ao longo dos meses, estão proporcionando às uvas boa qualidade e níveis altos de graduação de açúcar, o que deverá resultar em vinhos tranquilos, espumantes e sucos de uvas de qualidade superior.

De acordo com Oscar Ló, presidente do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), as primeiras uvas para processamento começaram a ser colhidas na segunda quinzena de dezembro, cerca de 15 dias antes do período normal. “As variedades precoces estavam adiantadas por conta do pouco frio feito no inverno.

A brotação começou antes, porém, as noites mais frias no mês de dezembro fizeram com que as variedades tardias estejam maturando no período considerado normal. Isso pode prolongar a safra gaúcha, fazendo com que até o término, em março, ela feche o ciclo.

A previsão é de um volume 20% menor do que no ano passado, e, devido às regularidades das chuvas e as uvas estarem amadurecendo com clima mais seco, vamos ter uma excelente qualidade. O clima está mais seco, as uvas estão com a sanidade melhor”, avalia.

As variedades bordô, niágara, violeta, Concord, pinot noir e chardonnay, por exemplo, foram as primeiras a serem colhidas no Estado. Neste mês, as vinícolas estão recebendo também as Merlot, Riesling Itálico e Glera (Prosecco), e em fevereiro e março serão a vez das cabernets sauvignon e franc, tannat, moscato branco, isabel e trebbiano.

Segundo o Cadastro Vitícola, mantido por meio de parceria entre Ibravin e Secretaria de Agricultura, Pecuária e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi/RS), no Rio Grande do Sul são cultivadas 138 variedades de uva, entre viníferas (destinadas à produção de vinhos finos e espumantes) e uvas americanas e híbridas (reservadas à elaboração de vinhos de mesa e sucos). As principais regiões produtoras são: a Serra, a Serra do Sudeste, os Campos de Cima e a Campanha.

Os números das últimas safras gaúchas
ANO/QUILOS
2011 - 709,6
2012 - 696,9
2013 - 611,3
2014 - 606,1
2015 - 702,9
2016 - 300,3
2017 - 753,2

Com informações da assessoria de imprensa do Ibravin

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