Vigorexia e ortorexia ainda preocupam

Distúrbios alimentares relacionados à vida moderna seguem frequentes nos diagnósticos clínicos

Distúrbios ainda persistemDistúrbios ainda persistem - Foto: Arte/Folha de Pernambuco

Em tempos de culto ao corpo perfeito e de padrões de beleza “impostos”, olhar-se no espelho passou a ser uma espécie de obrigação. Mas nem sempre a fidelidade da imagem refletida satisfaz. Ora porque os esquálidos e desnutridos se veem obesos, ora porque os biotipos fortes e musculosos se enxergam franzinos e fracos. Neste último caso, trata-se de um transtorno chamado na medicina de vigorexia, cada vez mais recorrente em consultórios, principalmente entre pessoas de 18 a 30 anos.

“Temos recebido com frequência pacientes insatisfeitos com a própria imagem corporal, mesmo considerados dentro da composição ideal para a idade. E isso é exatamente o que se denomina de vigorexia, considerado um problema psicológico e físico também, já que o indivíduo pode ter lesões musculares e dores nas articulações por causa da intensidade de exercícios praticados”, contou Joyce Alencastro nutricionista do Sistema Hapvida.

Confira o vídeo sobre os causadores do problema:


De fato. Com a autoimagem distorcida, os vigoréxicos carregam a fixação pela prática de atividades físicas, numa busca incessante pelo corpo perfeito. Em paralelo a carga de exercícios, a dieta também é alterada e o consumo predominante de suplementos alimentares e de anabolizantes passa a integrar a rotina de quem tem o transtorno. “A vigorexia deve ser tratada por uma equipe multiprofissional, porque há necessidade de atendimento por nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas, por exemplo”, complementa Joyce.

Ortorexia
Outro transtorno que tem preocupado os profissionais de saúde é a Ortorexia, definida como a crença de que determinados alimentos são capazes de prevenir e tratar doenças, já que são tidos como “saudáveis”, o que faz com que algumas dietas sejam bem específicas para quem tem o distúrbio. “Por não ter variedade alimentar necessária, algumas pessoas podem adquirir deficiências de vitaminas e minerais que podem levar, por exemplo, à queda de cabelo, unhas fracas e pele ressecada”, alerta a nutricionista que também ressaltou o quanto o problema tem acometido, inclusive, colegas de profissão. “Existem pesquisas que apontam estudantes de nutrição com relatos e sintomas do problema”, ressalta ela.

Seja por vigorexia ou ortorexia, além do atendimento multidisciplinar de profissionais, diálogos sobre a importância de uma alimentação equilibrada e, principalmente, adequada para cada caso, são algumas das recomendações dadas a pessoas que não se enxergam como realmente são (estão) ou que se mantêm obsessivas por uma dieta que não necessariamente é a mais saudável. “Inclusive, o assunto deve ser tratado em um bate-papo com amigos e família”, conclui Joyce Alencastro, que reforça a importância da ajuda psicológica, fundamental a vigoréxicos ou ortoréxicos.

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