Vinícola sugere um novo malbec brasileiro feito a partir de clones franceses e argentinos
Projeto gaúcho, desenvolvido em Encruzilhada do Sul, sugere uma nova expressão com variedade desenvolvida em território brasileiro

Uma vinícola gaúcha lançou um projeto que visa rinterpretar a clássica uva malbec. Trata-se da Lídia Carraro, que fez uma seleção de clones originários de Cahors, na França, e de tradicionais regiões produtoras da Argentina para garantir seu novo vinho do portfólio.
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Mas para você entender melhor, embora tenha nascido no sudoeste da França, foi na Argentina que a Malbec se consolidou como uma das variedades mais reconhecidas do mundo, tornando-se também uma das uvas tintas preferidas dos consumidores brasileiros.
Agora, segundo a comunicação da Lidio Carraro chegou o momento de apresentar uma nova expressão da uva, alinhada às características do terroir brasileiro. A novidade é resultado de anos de pesquisa, de estudos de solo e da seleção de diferentes materiais genéticos.
A equipe percorreu regiões emblemáticas da vitivinicultura argentina, em terroirs como Perdriel, Agrelo e Gualtallary, na região de Mendonza, em busca de clones considerados referência.
O projeto também incorporou um clone originário de Cahors, na França, conhecido historicamente como Côt Noir. Todo esse material foi implantado em um novo vinhedo na Serra do Sudeste gaúcha, permitindo acompanhar como cada clone responderia às condições de solo, clima e manejo brasileiras.
Ainda de acordo com a comunicação da empresa, o objetivo sempre foi investigar como a malbec pode desenvolver uma identidade própria quando cultivada em solo brasileiro.
As características incluem expressões de frutas negras, com aromas de amora, ameixa-preta, violeta e especiarias e com maior oxigenação e evolução em garrafa. Também há camadas de complexidade, como couro, café e toques terrosos. Na boca, taninos macios e final persistente. A produção é limitada a 16.100 garrafas numeradas.
