Donald Trump, Stephen Hawking e o legado de cada um…

A compreensão como ator e espectador necessita de observação, tempo e muita informação dos fatos para criar-se uma imagem completa

Rainier Michael, Cônsul da EslovêniaRainier Michael, Cônsul da Eslovênia - Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Esta semana, tivemos duas notícias que impactaram o mundo, de formas distintas, sobre duas personalidades globais. Um questionamento que poderá surgir, devido ao título desta coluna: Qual a relação entre o aumento de tarifas de importação do aço, a entrar em vigência no Governo do presidente Donald Trump, com a morte do gênio, o astrofísico Stephen Hawking aos 76 anos?

Durante sua vida, Hawking, com suas ideias, ajudou a definir o Universo tal como nós o compreendemos hoje, criando este que seria o seu maior legado para a humanidade. Poucos cientistas conseguiram atingir um estrelato e popularidade da dimensão atingida pelo gênio, ainda em vida.

Stephen Hawking

Stephen Hawking - Crédito: FolhaPE

Portador de esclerose lateral amiotrófica (ELA), lembra do Desafio do Balde de Gelo? (Ice Bucket Challenge), uma doença rara degenerativa que paralisa os músculos do corpos sem atingir as funções cerebrais. “Minhas expectativas se reduziram a zero quando tinha 21 anos. O restante foi um presente”. Stephen Hawking

O livro, onde está eternizado o “legado de Hawking”, foi escrito e ele será sempre lembrado pelas suas grandes conquistas em favor da humanidade. Voltemos nossa atenção ao outro protagonista desta semana, Donald Trump, e pensem em uma resposta para a seguinte pergunta: qual será o seu legado para o Mundo?

“Você nunca é ganancioso demais”. Donald Trump

Não pretendo aqui desclassificar ou classificar os atos e ações do atual presidente americano, pois acredito que, para realizarmos uma análise mais criteriosa das ações e suas consequências, é necessário algum tempo. A compreensão como ator e espectador necessita de observação, tempo e muita informação dos fatos para criar-se uma imagem completa.

Na história mundial recente, observamos o desenvolvimento de diversos mecanismos para a mediação de conflitos de interesses entre os países como a ONU – Organização das Nações Unidas e a OMC – Organização Mundial do Comércio. A própria formação de blocos econômicos que negociam em conjunto dentro de uma visão da diplomacia econômica, mantendo o foco no desenvolvimento social das partes envolvidas, tem tido muito mais sucesso do que as negociações simples entre dois países.

Estas negociações dentro das regras internacionais e em bloco evitam o protecionismo, taxação e aumento de tarifas.

Talvez precisemos ainda aguardar para ver como estes mecanismos de salvaguarda globais irão agir nesta nova fase de negociações dos EUA. Ainda saberemos se, de fato, as tarifas sobre a importação de aço serão implementadas.

"Apesar da constante imprensa negativa covfefe". Donald Trump

Descanse em paz Stephen Hawking, pois o seu legado já foi escrito!

*Empresário há 35 anos e Presidente do Iperid (primeiro THINK TANK do Nordeste) – Instituto de Pesquisa Estratégica em Relações Internacionais e Diplomacia, Rainier Michael tem ampla experiência em trocas internacionais. O trabalho realizado por ele junto ao consulado esloveno, e designado “Diplomacia Econômica”, interpreta sob uma visão humana o desenvolvimento e o crescimento do Nordeste. Paulista de nascença, Michael se mudou para Pernambuco há dez anos, quando seus negócios no Estado cresceram de forma a tornar indispensável sua presença aqui. Seu comparecimento nos mercados pernambucanos, entretanto, é mais antigo do que isso. Antes de assumir o consulado, já era representante da DBG - Sociedade Brasil-Alemanha no Nordeste. É destacável, também, sua atuação enquanto presidente do Rotary Club Recife Boa Viagem. ([email protected])

* A Folha de Pernambuco não se responsabiliza pelo conteúdo das colunas.

 

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