Presidente Lula garante apoio à reeleição de João Campos no Recife

Declaração foi dada em momento que o PT pleiteia indicar o vice na chapa do socialista

Prefeito do Recife João Campos (PSB), e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o PT apoiará candidatos a prefeito de partidos aliados onde a sua legenda não tiver um nome próprio na disputa. Ao comentar as cidades em que já definiu posição, o chefe do Executivo federal incluiu o apoio à reeleição do prefeito do Recife, João Campos (PSB), na lista.

“Em Recife, a gente está apoiando o (João) Campos porque ele é candidato à reeleição”, destacou, em entrevista à Rádio Meio, no Piauí, na última sexta-feira (21).

A declaração do gestor foi dada em meio ao contexto de costuras para a indicação da vice na chapa do socialista. O PT pleiteia a vaga, mas o prefeito do Recife teria uma preferência por um nome da sua confiança.  

Vice

Para isso, dois ex-secretários da sua administração se filiaram a partidos políticos e se desincompatibilizaram dos cargos que ocupavam na Prefeitura do Recife no prazo exigido pela Justiça Eleitoral para estar apto para concorrer ao pleito.

São eles: o ex-chefe de gabinete do prefeito João Campos (PSB), Victor Marques Alves (PCdoB), e a ex-secretária de Infraestrutura, Marília Dantas (MDB). Em contrapartida, o PT tem dois postulantes para a vaga: o deputado federal Carlos Veras (PT) e o ex-vereador Mozart Sales (PT).

Lideranças do PT de Pernambuco apostam, justamente, na influência de Lula para negociar a indicação de um vice petista para a Frente Popular. A conjuntura do Recife é semelhante à do Rio de Janeiro. Na cidade, o prefeito Eduardo Paes (PSD) também resiste em indicar um nome do PT para a sua vice. Na mesma entrevista, contudo, Lula também declara apoio ao pessedista.

“O Rio de Janeiro, nós vamos apoiar Eduardo Paes que é o candidato certo para se reeleger”, afirmou.  

Aliados

O gestor disse que sua estratégia é apoiar aliados quando não tiver um nome do PT na disputa.

“Aonde eu não tiver candidato, eu vou apoiar um candidato aliado. O que eu não quero é que os adversários ganhem porque os adversários são negacionistas. Eles não gostam da verdade, não gostam de coisa certa”, criticou.

O chefe do Executivo disse que fará o jogo das costuras para as eleições “com muito cuidado”.

Petista afirmou que tem uma base de apoio no Congresso "muito heterogênea" e que esse fator é considerado nas decisões do PT ao apoiar candidatos nas eleições deste ano.

"Em outras cidades importantes, nós temos interesse de ter candidatos, nós vamos lançar. Onde eu não tiver candidato, eu vou apoiar o candidato aliado. O que eu não quero é que os adversários ganhem, porque os adversários são negacionistas", disse.  

 

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