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Dasa negocia fusão de hospitais com Amil e recebe proposta de empresa de Tanure

A transação com operadora de saúde prevê que a gigante de diagnósticos transfira ao menos R$ 3 bi em dívidas à nova companhia

Dasa inaugura unidade especializada em oncologia na Barra da Tijuca, no Rio: investimento de R$ 110 milhões, prédio de 8 mil metros quadrados. Dasa inaugura unidade especializada em oncologia na Barra da Tijuca, no Rio: investimento de R$ 110 milhões, prédio de 8 mil metros quadrados.  - Foto: Divulgação

Em meio a consolidações na saúde privada, Dasa e Amil negociam uma fusão de suas redes de hospitais, confirmou a companhia de medicina diagnóstica na segunda-feira. A transação, caso fechada, prevê a transferência de pelo menos R$ 3 bilhões em dívidas da Dasa para a nova empresa, diz o comunicado.

A Dasa afirma ainda ter recebido documentação de assessores de Nelson Tanure propondo uma combinação de negócios entre a Alliança Saúde e Participações, empresa de medicina diagnóstica do empresário, e um aporte em dinheiro na Dasa, sem aquisição do controle da companhia.

Não há, porém, decisão tomada sobre essas tratativas, informou a Dasa.
 

Por ora, a negociação com a Amil define que a Ímpar Serviços Hospitalares, que é o braço de hospitais da Dasa, teria seu capital repartido igualmente entre as duas empresas.

A Rede Américas, da Amil também entraria nessa operação, deixando de fora os hospitais de Ceará e Rio Grande do Norte, além dos verticalizados da operadora de saúde.

Ao todo, o acordo envolveria 12 hospitais da Dasa, ao invés de todos os 15 que pertencem à empresa. O valor da transferência de dívida do grupo para a Amil em discussão neste momento é de R$ 3,85 bilhões.

Essas negociações vêm em linha com o já dito publicamente pela companhia de medicina diagnóstica. No fim de maio, a família Bueno, controladora da Dasa, fez um aporte de R$ 1,5 bilhão no caixa da empresa.

Trata-se de um adiantamento para um futuro aumento de capital a ser realizado quando ocorrer nova entrada de recursos na Dasa em decorrência à venda de ativo. Essa emissão de ações teria de resultar em uma redução da dívida de no mínimo R$ 2,5 bilhões.

Nova fase da Amil
No fim do ano passado, a Amil foi comprada do americano UnitedHealth Group por José Seripieri Filho, fundador da Qualicorp, em negócio de R$ 11 bilhões, sendo R$ 9 bilhões em passivo da operadora de saúde. Ele vem costurando grandes acordos para reestruturar a empresa.

Um primeiro passo nessa direção foi o anúncio, feito na última semana, de que os 240 mil beneficiários de planos de saúde da Golden Cross passam a ser atendidos pela rede credenciada da Amil a partir de 1º de julho.

As duas operadoras fecharam um acordo para compartilhar riscos para, segundo a Golden Cross, melhorar a assistência médica a seus usuários, como noticiou o blog da colunista do Globo Míriam Leitão.

Outras transações estão sendo anunciadas na saúde privada. No início de maio, com R$ 1,1 bilhão em investimento, Bradesco Seguros e Rede D’Or criaram uma empresa de hospitais que começa a operar no segundo segundo semestre, contando com três filiais da marca São Luiz.

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