VW lança Virtus para crescer no Brasil

Com o modelo, a montadora alemã quer repetir o sucesso do Novo Polo

VirtusVirtus - Foto: Divulgação

A Volkswagen quer mesmo crescer no mercado automotivo nacional. Por isso, nem esperou o sucesso do Novo Polo passar e já lançou mais um veículo no País. É o VW Virtus, sedã que foi construído em cima da mesma plataforma modular do hacth que já é um dos carros mais vendidos do Brasil, mas promete ser mais do que simplesmente um Polo mais espaçoso. É que o Virtus alia o típico design alemão a conforto, potência e, sobretudo, tecnologia. Este promete ser, por sinal, o primeiro carro brasileiro a usar a inteligência artificial para auxiliar o motorista.

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Produzido em São Bernardo do Campo, o Virtus deve ocupar a lacuna que havia entre o Voyage e o Jetta no portfólio de sedãs da Volkswagen. Mas, apesar de ser um sedã compacto, não deixa a desejar em termos de espaço com os seus 4,48 metros. É que o modelo tem a mesma dianteira espaçosa do Novo Polo, mas aposta em um design mais alongado na traseira. Por isso, tem 2,65 metros de entre-eixos - a mesma dimensão do Jetta. E o porta-malas também é maior: comporta 521 litros, ao invés dos 510 do seu irmão superior.

Lançado com três versões diferentes, o jetta também garante a esportividade necessária para a estrada. A versão de entrada, por exemplo, sai com o motor 1.6 MSI que faz até 117 cavalos de potência e aqui é combinado com um câmbio manual de cinco marchas. Já as versões superiores, Comfortline e Highline, vêm o motor 1.0 TSI, que é turbinado. Este propulsor chega a 128 cavalos de potência e 20,4 kgfm de torque, mesmo quando combinado com um câmbio automático de seis velocidades, como no Virtus. Por isso, o sedã surpreende quando é acelerado.

A versão Highline, por exemplo, cumpriu bem o seu papel quando foi testada pela Folha de Pernambuco. O carro mostrou-se leve e não negou disposição, ganhando velocidade com rapidez. Segundo a Volkswagen, são necessários apenas 10,4 segundos para acelerar do zero aos 100 km/h quando o tanque está abastecido com etanol. E o motor mantém o silêncio mesmo quando chega perto da sua potência máxima.

A condução fica ainda mais animada por conta do câmbio, que troca as marchas de forma rápida e suave. O motorista ainda desfruta de conforto, com amplo espaço interno, direção com assistência elétrica e suspensão bem calibrada. E o conforto também é satisfatório: com a Folha, o modelo fez 13,8 km/l na estrada.

O novo sedã da Volkswagen ainda se destaca pela tecnologia. Afinal, na sua versão mais completa, tem um painel bastante conectado. Com oito polegadas, a central multimídia (Discover Media) é sensível ao toque e se conecta rapidamente tanto ao celular do motorista quanto ao quadro de instrumentos do veículo, que também é digital. Além disso, o modelo traz uma novidade para o mercado nacional: um manual cognitivo que usa a inteligência artificial para auxiliar o motorista. A ideia é simples: ao invés de ler o manual para tirar dúvidas sobre o veículo, basta baixar o aplicativo da Volkswagen e fazer perguntas ao sistema, que usa o IBM Watson para dar respostas por mensagens de voz e texto.

Ter tudo isso, no entanto, pode custar mais de R$ 80 mil. É que o Virtus começa a ser vendido em R$ 59.990, mas este valor sobe para R$ 73.490 na versão Comfortline e para R$ 79.990 na Highline. E este preço ainda pode subir devido aos pacotes adicionais, que incluem itens como o Discover Media e a câmera de ré.

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