IAHGP comemora os 200 anos da Confederação do Equador em parceria com o Instituto do Ceará
Movimento eclodiu em Pernambuco, no dia 2 de julho de 1824, e se estendeu pelas províncias do Nordeste, chegando cerca de um mês depois ao Ceará
O Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP), em colaboração com o Instituto do Ceará – Histórico, Geográfico e Antropológico, promoverá o Seminário Comemorativo dos 200 anos da Confederação do Equador (1824-2024), com eventos no Recife e em Fortaleza.
No Recife, as atividades serão realizadas nos dias 2 e 3 de julho, na sede do Instituto Arqueológico, localizada no bairro da Boa Vista, no Centro da Cidade, com a participação de membros das duas instituições.
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Em Fortaleza, o evento ocorrerá nos dias 27 e 28 de agosto.
George Cabral, sócio e historiador do IAHGP, destaca a importância da parceria com o Ceará, que reflete a abrangência da Confederação do Equador, marcada pela união das províncias na luta contra o autoritarismo de Dom Pedro I.
“Foi no Ceará, inclusive, onde ocorreu a rendição do último foco de resistência, em novembro de 1824, resultando na prisão de vários revolucionários, incluindo Frei Caneca, que foi executado meses depois”, explica Cabral.
O presidente do instituto no Ceará, Júlio Lima Verde, participará de uma das palestras e aproveitará a ocasião para lançar o livro digital "O Ceará na Confederação do Equador - Artigos e documentos publicados na Revista do Instituto do Ceará", organizado por ele.
O seminário também contará com uma cerimônia oficial do Governo de Pernambuco no Centro Cultural Eufrásio Barbosa e com a inauguração de um painel comemorativo pelo bicentenário da Confederação do Equador, doado pelo Grande Oriente de Pernambuco, no largo do Forte das Cinco Pontas.
Para Margarida Cantarelli, presidente do IAHGP, é crucial relembrar o heroísmo do passado pernambucano.
“Nosso papel, enquanto guardiões da história, é preservar os registros históricos e essas memórias para as futuras gerações”, enfatiza Cantarelli.
Sobre o Movimento
A Confederação do Equador começou em Pernambuco, em 2 de julho de 1824, e rapidamente se espalhou pelas províncias vizinhas.
O movimento republicano foi uma reação à imposição de uma Constituição centralizadora pelo imperador Dom Pedro I e integrou o contexto de lutas e conflitos políticos e sociais que culminaram na independência do Brasil.
Inscrições
As inscrições para o seminário são gratuitas e as vagas limitadas.
Para participar, é preciso enviar nome completo e telefone (WhatsApp) para o e-mail arqueologico@iahgp.org.
Confira a programação completa:
Seminário comemorativo dos 200 anos da Confederação do Equador
Recife, 2 e 3 de julho de 2024
Dia 2 de julho de 2024 (terça-feira)
8h30 Recepção e credenciamento dos participantes
9h Cerimônia de abertura: Auditório do IAHGP
09h15 A Confederação do Equador em Pernambuco - Paulo Cadena (UFPE/IAHGP)
10h A Confederação do Equador no Ceará: a outra independência, o Constitucionalismo e a repressão - José Filomeno Moraes Filho (Instituto do Ceará - Histórico, Geográfico e Antropológico).
10h45 Café
11h Personagens da Confederação do Equador em Pernambuco - George Cabral (IAHGP/UFPE/APL).
11h45 Comunicações finais da sessão matutina
12h – 14h Intervalo para o almoço (livre)
16h Solenidade Oficial do Governo do Estado (Centro Cultural Eufrásio Barbosa – Olinda)
Dia 3 de julho de 2024 (quarta-feira)
9h Personagens da Confederação do Equador no Ceará - Júlio Lima Verde Campos de Oliveira (Instituto do Ceará - Histórico, Geográfico e Antropológico)
9h45 Muniz Tavares entre a Revolução de 1817 e a Confederação do Equador - Fred Cândido da Silva (UFPE)
10h30 Café
10h50 Apresentação de bibliografia sobre a Confederação do Equador - Instituto do Ceará e IAHGP
11h20 Vídeo sobre a Confederação do Equador – TV Assembleia Legislativa do Ceará - Júlio Lima Verde Campos de Oliveira (Instituto do Ceará - Histórico, Geográfico e
Antropológico)
12h - 14h Almoço
14h A Confederação do Equador como primeira revolução constitucionalista do Brasil - André Heráclio do Rêgo (IAGHP/IHGB)
15h Encerramento
15h30 Descerramento de painel comemorativo e coquetel (Forte das Cinco Pontas)
Sobre o IAHGP
O Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) é uma instituição centenária da sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada em 28 de janeiro de 1862, no Recife, por um grupo de cidadãos comprometidos com a preservação e divulgação da história de Pernambuco.
Este é o instituto histórico estadual mais antigo do Brasil e a segunda instituição dedicada à história no País, sendo precedida apenas pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.
O patrimônio do IAHGP é dividido em três grandes áreas: museológica, documental e bibliográfica-hemeroteca. O acervo museológico é diversificado, contendo pinturas e retratos de figuras importantes da história pernambucana, além de uma vasta coleção de objetos decorativos e utilitários pertencentes a antigas famílias da região.
Entre as peças mais notáveis está o marco divisório das capitanias de Pernambuco e Itamaracá, assentado pelo primeiro donatário da capitania de Pernambuco, Duarte Coelho Pereira, em 1535.
A biblioteca do IAHGP abriga aproximadamente 21 mil volumes, publicados entre os séculos XVII e XXI, abrangendo diversas áreas do conhecimento, como história, geografia, genealogia, sociologia, literatura, política, arte, arqueologia, engenharia, arquitetura e antropologia, além de obras de ficção e periódicos de diferentes países.
A hemeroteca, por sua vez, reúne periódicos pernambucanos dos séculos XIX e XX, encadernados em vários volumes. Um destaque do acervo é o exemplar do ‘Typhis Pernambucano’, editado por Frei Caneca no início do século XIX.
Também se destacam exemplares do jornal ‘Diário Novo’, que documentou grande parte da história da Revolução Praieira de 1848. Este vasto material é utilizado por pesquisadores de todo o mundo que recorrem ao IAHGP em busca de fontes primárias e bibliográficas.