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SAÚDE

Proibição do celular nas escolas: como o aparelho afeta o emocional de crianças e jovens?

Como pais e alunos vão se adaptar à nova lei federal, que proíbe a utilização de celular nas unidades de ensino?

Neurocirugiã pediatrica, Amanda LopezNeurocirugiã pediatrica, Amanda Lopez - Foto: arquivo pessoal /divulgação

O Governo Federal decidiu recentemente pela proibição do celular nas escolas de todo o Brasil. Muitos pais comemoraram a nova lei, visto que o aparelho atrapalha no rendimento escolar das crianças e jovens, além de ser prejudicial para saúde mental e física. Problemas na cognição, interferências no sono, prejuízos à visão e sedentarismo são alguns dos malefícios acarretados pelo uso do celular em excesso.

A proibição do celular nas escolas tem o propósito de combater o impacto negativo no processo de aprendizagem dos estudantes, já que o aparelho afeta a atenção de quem o utiliza. O celular também pode interferir nas brincadeiras, gerando isolamento dos alunos e dificultando a interação social entre eles.

O celular atua no cérebro de forma negativa, com o excesso de estímulo para um órgão que não está totalmente formado, no caso das crianças e adolescentes. Isso porque o córtex pré-frontal, responsável pelo controle dos impulsos e pela reflexão sobre as ações, só se desenvolve mais tarde. A proibição do celular nas escolas não resolve todo o problema, mas deixa, em parte do dia, o cérebro livre desse estímulo danoso.  

Para abordar mais detalhes sobre o assunto, o âncora da Rádio Folha 96.7 FM, Jota Batista entrevistou a neurocirurgiã pediátrica Amanda López, no Canal Saúde desta quinta-feira (30).

Acompanhe a entrevista completa acessando os players abaixo.

A neurocirurgiã pediátrica Amanda López explicou como o uso constante do celular afeta negativamente o cérebro das crianças e adolescentes.

“Neurologicamente, vale explicar que o córtex pré-frontal, responsável pelo controle dos impulsos e pela reflexão sobre as ações, só se desenvolve a partir dos 25 anos. Esse constante estímulo digital libera bastante dopamina, substância cerebral que acelera decisões e reduz a influência de outras áreas cerebrais. Estimula o prazer imediato (como as curtidas das redes sociais) e diminui a conectividade entre os neurônios.”

Segundo a neurocirurgiã, para que a lei atinja o objetivo, é importante haver o diálogo entre a escola, os alunos e os responsáveis por eles.

“Pais e escolas terão que se adaptar à nova norma, conversando com os alunos, realizando adaptações, para que as normas sejam seguidas com eficiência e alcancem o resultado necessário, que é a diminuição do uso do celular por jovens e adolescentes.”

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