Futebol

Mazola pede reforços, cita que terá dispensas e considera trabalho no Náutico "sensacional"

Treinador rebateu críticas após o empate em 2x2 do Timbu com o Caxias, nos Aflitos, pela Série C do Campeonato Brasileiro

Mazola, técnico do NáuticoMazola, técnico do Náutico - Foto: Gabriel França/CNC

“O resultado não vem, mas o trabalho é sensacional”. Esse foi o recado do técnico Mazola Júnior após o empate em 2x2 diante do Caxias, nos Aflitos, pela Série C do Campeonato Brasileiro. Rebatendo críticas, o comandante anunciou que aguarda reforços em breve, citou que Timbu deve ter mais dispensas e negou clima ruim no clube. 



“O resultado não veio, mas o trabalho é sensacional. Ainda mais pelo cenário que eu peguei quando cheguei. Lógico que medidas precisam ser tomadas. Contratações e dispensas para eu continuar aqui também. Não é justo um trabalho desses continuar sem resultado”, afirmou. 

“O ambiente dentro do clube é muito bom. A simbiose com a comissão técnica é sensacional. Ouvi dizer que o grupo estava rachado, mas isso não existe. Foi plantado, é algo absurdo, coisa de vagabundo. Não tem isso. Jogador nunca me faltou com respeito porque, se tivesse, não estava aqui”, completou.

"Melhor partida de todas"

Na visão de Mazola, o Náutico não merecia ter saído com o empate que manteve a equipe fora do G8 da Série C.

“O Náutico fez sob meu comando a melhor partida de todas. Foram 22 finalizações no gol adversário. Fizemos um grande jogo, mas o adversário chuta quatro vezes e faz dois gols em jogadas que começaram com o goleiro”, lamentou, dizendo que segue confiante na evolução do time. 

“Pelo o que apresentamos, não há motivo algum para desistir do projeto. Alguma coisa precisa ser feita, principalmente em termos de jogadores. Quando cheguei aqui, fui claro que, por pedido da diretoria, eu deveria dar oportunidade a todos. Isso foi feito três semanas após o jogo contra o Bahia (pela Copa do Nordeste). Mas vamos precisar de mais gente para o que, em princípio, era para preencher a grade. Existem vários jogadores que aqui estão sem o perfil que tracei: sem acesso na Série C ou histórico na B. Mesmo com o trabalho, esses jogadores não reagiram e não enquadraram na nossa metodologia de jogo. Quando isso acontece, o clube tem de pensar, infelizmente, em mais contratações e dispensas”, ressaltou. 

Pressão

Mazola, ao lado de atletas como Rafael Vaz e Andrey, foi um dos mais vaiados no jogo. Cobrança que o treinador disse não se abater. Até certo ponto.

“Estou no futebol há 20 anos como treinador e 49 somando tempo de jogador de base. A pressão é normal em cima do treinador. Aqui vem pouco em cima de jogador porque os interesses são outros. O treinador é um só. Ainda mais eu, que não tenho proteção alguma. Nem assessor de imprensa tenho”, apontou. 

“Pergunta aos diretores sobre a qualidade do trabalho que estamos fazendo aqui no Náutico. A seriedade. O torcedor é passional e temos de escutar ou botar um tampão no ouvido. Mas certas ofensas não me caem bem. Tipo ofender minha mãe, minha mulher. No estádio, sem problemas. Próximo a mim isso não vai acabar bem”, continuou, relembrando a invasão de uma uniformizada do clube na semana passada ao Centro de Treinamento Wilson Campos.

“Sou totalmente contra essa situação que aconteceu no CT, por exemplo. Temos de começar a inibir essas cenas antes que aconteça uma tragédia. Aqui, infelizmente, espera-se acontecer uma tragédia para se tomar uma providência. Essas situações são criminosas. Agressão ao funcionário e invasão à propriedade privada é crime. Não podemos de maneira alguma apoiar esse tipo de situação”, concluiu.

 

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