Mundial 2018 faz convite ao futuro do surfe

Com recorde de brasileiros, competição abre temporada na Austrália em edição que abrigará etapa com ondas artificiais

Medina dominou evento-teste realizado em 2017Medina dominou evento-teste realizado em 2017 - Foto: WSL

A Liga Mundial de Surfe iniciou a temporada 2018 neste final de semana, com a primeira das três etapas que compõem a perna australiana na abertura do tour. Como manda a tradição, um bom rendimento nos mares da Oceania é meio caminho andado para brigar forte pelo título na reta final do calendário, composto por novidades. Pela primeira vez, o circuito abrigará uma etapa em piscina de ondas artificiais. O audacioso projeto do 11 vezes campeão do mundo, Kelly Slater, não só agradou pela qualidade das ondas, como é considerado uma porta para o futuro da modalidade. A etapa de Surf Ranch, em Lemoore, na Califórnia, passou a ocupar o lugar que era de Trestles, também sediada no estado.

No evento-teste da estrutura, realizado em setembro de 2017, os brasileiros Gabriel Medina e Filipe Toledo dominaram as ondas, trazendo para o Brasil os troféus de campeão e vice do Future Classic, como foi nomeado o campeonato.

Outra novidade no calendário é a saída da etapa de Fiji, substituída pela volta de Keramas, em Bali, na Indonésia. A etapa estava ausente do calendário do surfe mundial desde 2013. A volta das ondas de Fiji ao roteiro não está descartada, dependendo do entendimento entre a Liga e o governo local.

No que tange à representatividade dos atletas, pela primeira vez o Brasil será o país com maior número de surfistas, seguido pela Austrália. No naipe masculino, serão 11 nomes, sendo cinco remanescentes, cinco classificados através do QS - divisão de acesso ao Circuito Mundial - e um convidado. Após excelente desempenho na etapa do Havaí na última edição, o pernambucano Ian Gouveia integrará o seleto grupo. No feminino, a cearense Silvana Lima, 33, será a representante nacional, depois de liderar a divisão de acesso em 2017 e garantir lugar na elite mundial do surfe neste ano.

O nome mais forte do Brasil para concorrer ao título mundial continua sendo o de Gabriel Medina. Campeão da edição em 2014, o brasileiro deixou o bicampeonato escapar na última etapa da temporada, oportunidade em que Florence, que liderou o tour durante quase toda o circuito, levou a melhor em casa, nas ondas de Pipeline.

Entre os brasileiros estreantes está o veterano Willian Cardoso, que, após doze anos no QS, terá a chance no CT. O catarinense conseguiu a classificação justamente em um ano em que enfrentou diversas dificuldades, como a perda do seu principal patrocinador no final de 2016, fazendo com que ele tivesse que vender o carro para seguir o sonho profissional de juntar-se à elite do surfe mundial.

A presença numerosa do Brasil na temporada 2018 do circuito mundial é ainda mais significativa em se tratando o esporte de uma nova modalidade olímpica. Os Jogos de Tóquio contará com grandes nomes do surfe mundial e dará uma maior exposição ao esporte, cativando praticantes que sonham em participar do maior evento poliesportivo do mundo.

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