ESCOLIOSE

Junho Verde alerta para diagnóstico de escoliose

Escoliose atinge cerca de 6 milhões de brasileiros, segundo a Organização Mundial da Saúde

Foto: freepik.com

Para o alertar sobre a escoliose, o junho verde é mês de conscientização mundial desse problema de coluna. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a escoliose acomete cerca de 2% da população mundial. 

A escoliose é uma alteração tridimensional do alinhamento da coluna vertebral que pode trazer disfunções estéticas, psicológicas, cardíacas e pulmonares. Existem dois grandes tipos de escolioses: as posturais e as estruturais (de origem genética).

As escolioses posturais têm, em geral, um valor angular de até 10° e são influenciadas por questões ergonômicas, atividade física e por vícios posturais. Elas podem melhorar ou piorar ao longo da vida e nunca têm indicação de tratamento cirúrgico. 

As escolioses estruturais são determinadas por questões genéticas e sua evolução pode ser alterada durante a fase de crescimento com o uso de coletes e exercícios específicos realizados por fisioterapeutas.
 
Para falar sobre o assunto, Jota Batista, âncora da Rádio Folha 96,7 FM, conversou no Canal Saúde com o médico ortopedista, Carlos Romeiro.

Médico ortopedista, Carlos Romeiro. Foto: Divulgação

 
“A escoliose é uma doença que causa uma deformidade vertebral e quando a gente diagnostica em fases iniciais a gente consegue ter um tratamento chamado de tratamento conservador e, basicamente, a gente consegue, em muitos casos, evitar a necessidade de uma cirurgia. O diagnóstico é feito primeiro com a suspeita clínica, e como é uma doença que tem um fator genético muito forte, ou seja, tem incidência elevadas em determinadas famílias ou parentes de primeiro grau.”

 

O médico acrescenta que “ Principalmente naquelas famílias que já tem um histórico de escoliose a gente precisa observar bem as crianças e adolescentes, principalmente no pico de incidência que ocorre em torno do começo da puberdade, as meninas em torno de 10 aos 13 anos e meninos um pouquinho mais tarde em torno dos 12, 14, 15 anos, que aí ocorre o pico de crescimento.”
 


O médico falou sobre os tipos de escoliose, que popularmente são conhecidos como tipo C ou S
 


“Toda escoliose ela tem três curvas e isso é um critério que a gente utiliza até para classificar e determinar tratamento, mas nem sempre essas três curvas, elas são proeminentes, então você pode ter um caso onde você tenha apenas uma curva proeminente e que fica parecido com um C e você pode ter casos que tem duas ou até mesmo três curvas que a gente fala de curvas estruturadas, e nos casos de duas curvas ele fica parecendo realmente um S e a partir daí a gente tem essa classificação em S ou em C, mas não é uma classificação mais utilizada.”


Ficou interessado? Ouça o podcast completo acessando o player abaixo.

Podcast Completo
 

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