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MISHIGUENE

Restaurante Mishiguene, do chef Tomás Kalika, em Buenos Aires, completa dez anos

Casa especializada em cozinha judaica, na capital argentina, abre comemorações com Dolli Irigoyen

Tomás Kalika e Dolli Irigoyen em noite de celebração aos 10 anos do MishigueneTomás Kalika e Dolli Irigoyen em noite de celebração aos 10 anos do Mishiguene - Foto: Vanessa Lins/Cortesia

Na noite desta quinta-feira (27) foi dada a largada das comemorações dos 10 anos de um dos restaurantes mais famosos de Buenos Aires, capital da Argentina: o Mishiguene Cocina de Imigrantes, do chef portenho Tomás Kalika.

O start do calendário comemorativo aconteceu na casa de Dolli Irigoyen, respeitada cozinheira argentina, conhecida por ser uma espécie de guardiã da cozinha portenha – e madrinha profissional de Kalika.


Passeio à mesa
Em um jantar oferecido para imprensa íbero-americana e parceiros do chef, Dolli e equipe exploraram clássicos da cozinha nacional, como pizza de papa, empanadas, assado braseado, além de croquetas, tartare de truta, merluza negra e espaguete com raspas de trufa da época. 

Pasta com trufas da estação por Dolli YrigoienPasta com trufas da estação por Dolli Irigoyen (Foto: Vanessa Lins/Cortesia)



Enquanto Dolli comandou o menu com maestria, a harmonização não ficou para trás, trazendo outra marca ícone do país: a bodega Catena Zapata, com orientação do reputado enólogo Alejandro Vigil

Em bate papo com a Folha de Pernambuco, Tomás revelou um dado curioso: que 60% da sua clientela é formada por brasileiros. A outra fatia importante é de judeus, obviamente, por dialogar diretamente com as origens da gastronomia que Tomás Kalika executa na casa. 

“A cozinha judaica sempre foi muito restrita às casas, aos lares, com exceção de Nova York, sempre foi difícil encontrar restaurantes especializados”, comentou Kalika, a respeito da popularidade do Mishiguene entre clientes de origem judaica.

Kalika também revelou que entre os planos de expansão do grupo está o Brasil. Com sociedade já firmada com um grupo de São Paulo, já é certo: a capital paulistana vai ganhar uma unidade do Café Mishiguene. Assim com a Cidade do México. 

Cozinha de memória
O Mishiguene Cocina de Imigrantes abriu suas portas em 31 de outubro de 2014, sob o comando dos sócios Tomás Kalika e Javier Ickowiez – responsável pela gestão do negócio.

Jantar de abertura dos 10 anos do Mishiguene, com Dolli IrigoyenJantar de abertura dos 10 anos do Mishiguene, com Dolli Irigoyen (Foto: Vanessa Lins/Cortesia)



Quando fundaram o emblemático restaurante, o objetivo era revalorizar a cozinha dos imigrantes, a cozinha das mães, avós e bisavós judias; as receitas que elas trouxeram da Europa antiga, do Levante mediterrâneo, do Oriente Médio, da Ásia e do novo continente americano.

A ideia era reverter essas receitas de forma inteligente, privilegiando texturas, sabores e produtos sazonais, utilizando técnicas modernas de execução e dando um novo fôlego à tradição.

O chef Tomás Kalika
Tomás nasceu em Buenos Aires e se formou em Israel. Com mais de 25 anos de experiência em gastronomia profissional, o cozinheiro é uma referência em cozinha judaica em todo o mundo. 

Kalika considera que a memória emocional da sua família e do seu povo é o ingrediente principal da receita que faz do Mishiguene um sucesso há 10 anos. E quando o tema é memória, ninguém melhor que o povo judeu para atestar que história se constrói vivendo – imigrando para tantos países, tantas regiões distantes, os judeus levaram seus sabores e os misturaram de forma única, mas também diversa. Não há como definir a culinária judaica em um só cardápio. 

O restaurante Mishiguene foi eleiot o 32º Melhor Restaurante da América Latina no 50 Best Restaurant's.

Saiba mais sobre o Mishiguene aqui

*A jornalista participa do evento a convite da Documennta
 

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