CINEMA

Com brutalidade e horror, ''Imaculada'' estreia nos cinemas nesta quinta-feira (30); leia a crítica

Estrelado por Sydney Sweeney, o filme de terror narra a história de uma jovem religiosa que se torna freira em um convento isolado na região rural italiana

Protagonizado por Sydney Sweeney, ''Imaculada'' estreia nos cinemas nesta quinta-feira (30)Protagonizado por Sydney Sweeney, ''Imaculada'' estreia nos cinemas nesta quinta-feira (30) - Foto: Divulgação

No interior da Itália, situado numa extensa zona rural, um convento revela-se para o público como um local misterioso e recluso da sociedade, com uma abertura inicial indicando o tom de brutalidade adotado em ''Imaculada'', que estreia nesta quinta-feira (30) nos cinemas, protagonizado por Sydney Sweeney (da série ''Euphoria'').  

Na trama, acompanhamos a chegada da norte-americana Cecilia (Sydney Sweeney) neste lugar remoto, em busca de uma nova missão, devido ao fechamento da sua igreja nos Estados Unidos. Como nem tudo é o que parece, a personagem precisa lidar com o tormento de descobertas e segredos perversos, além de uma gravidez inusitada durante sua residência.     

Convocada pelo Padre Sal Tedeschi (Álvaro Morte), a jovem religiosa foi recepcionada pelas irmãs e freiras do convento, contudo, a dificuldade de se comunicar em italiano faz com que ela se relacione com poucas pessoas. Entre elas, a ríspida irmã Mary (Simona Tabasco), que apresenta à novata a dinâmica do local. Por outro lado, a protagonista começa a ser alertada por Gwen (Benedetta Porcaroli), uma devota rebelde, sobre as contradições acerca das autoridades religiosas do convento, a fim de acabar com o encanto de Cecilia.

Os questionamentos tomam conta da protagonista, enquanto ela sofre com enjoos, a personagem se surpreende com a descoberta da sua gravidez, pois a jovem não quebrou o seu voto de castidade. Porém, a notícia é recebida de forma calorosa no convento, mas também causa em Cecilia um sentimento de dúvida, que é transmitido para o espectador. Seria esse acontecimento um milagre ou uma maldição ?

Dirigido por Michael Mohan, ''Imaculada'' utiliza os símbolos cristãos para construir o terror da sua narrativa através das contradições religiosas e metáforas, como o próprio título sugere. A história escrita por Andrew Lobel marca a estreia do roteirista no cinema, em uma narrativa trabalhada por ele há cerca de 10 anos, adotando nesta última versão a brutalidade como o elemento principal de horror. 
 

A atriz em ascensão Sydney Sweeney, já trabalhou com o diretor no suspense ''The Voyeurs'' (2021), e retorna pela terceira vez ao cinema em 2024, depois de estrelar ''Madame Teia'' e ''Todos Menos Você''. Sydney, que também é produtora do longa-metragem, realiza em ''Imaculada'' um trabalho sólido interpretando bem o arco traumático de sua personagem. Sweeney é uma das atrizes mais bem pagas de Hollywood da atualidade - por ''Madame Teia'' ela recebeu 650 milhões de dólares.

Michael Mohan optou por utilizar na iluminação noturna do filme, uma luz natural, como a disposição das velas no convento, ajudando na imersão, no entanto, o diretor usou de forma excessiva os sustos repentinos - técnica conhecida como jump scare. Por conta disso, o mistério apesar de intrigante no início, se torna previsível no meio para o final do longa. 

Apesar disso, o longa-metragem consegue, muito pela atuação de Sydney Sweeney, trazer na sequência final um embate extremamente brutal e emocionante. Ao colocar ênfase no sofrimento vivenciado por Cecilia, o diretor traz a violência como consequência do trauma e a protagonista, encantada no início, não se reconhece mais. 

No final, ''Imaculada'' se preocupa em construir uma brutal catarse para Cecilia se desvincular dos impugnadores, deixando mais perguntas do que respostas para o espectador.  

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