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"Através do Aranhaverso": Saiba tudo sobre o personagem que revolucionou a indústria de animação

Miles Morales precisa mais uma vez lidar com várias versões de si mesmo

Homem-Aranha: Através do AranhaversoHomem-Aranha: Através do Aranhaverso - Foto: Divulgação

Após quatro anos de espera, “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso" estreia nesta quinta-feira (1) nos cinemas do mundo todo. Uma continuação direta do vencedor do Oscar de melhor animação de 2019, o longa tem que encarar o desafio de manter o título de uma das melhores adaptações de HQs já feitas.

O enredo se passa um ano depois dos acontecimentos do primeiro filme, quando conheceu Gwen Stacy, a incrível Mulher-Aranha da Terra-65, e descobriu que existem outras pessoas usando a mesma máscara. O amigão da vizinhança é catapultado através do Multiverso, onde ele encontra um time de Pessoas-Aranha em perigo. Quando eles não conseguem se unir para lidar com uma nova ameaça, o protetor do Brooklyn se vê dividido e precisa redefinir o que significa ser um herói.

Uma teia de Aranhas
Um dos personagens mais adorados da cultura pop, o Homem-Aranha é mais que um garoto com super poderes. Ele representa o jovem nerd, tímido e que também luta para lidar com seus problemas mundanos. Ou seja, todos os fãs de quadrinhos de super-heróis. Por conta dessa identificação e seu sucesso, ele se tornou um grande alvo de interesse das grandes empresas como Sony e Disney em adaptá-lo para as telonas. 

Em menos de 20 anos tivemos quatro versões diferentes do Peter Parker e quatro interpretações completamente diferentes dele. A primeira, do Tobey Maguire, terminou com um gosto tão amargo que o diretor, Sam Raimi, nunca mais voltou para ele. Já o segundo, do Andrew Garfield, sofreu críticas por conta de um personagem muito diferente do original.

A Marvel comprou os direitos cinematográficos de volta da Sony e tentou salvar o amigo da vizinhança, trazendo a versão mais bem sucedida nas bilheterias, a do Tom Holland. Mas até mesmo essa ficou conhecida como uma adaptação fraca, que não fazia jus à fantasia.

O fim da picada
Em 2018, o longa animado “Homem-Aranha no Aranhaverso" finalmente acertou em cheio na personalidade do Spiderman. Dessa vez não foi com Peter Parker, foi com Miles Morales, uma nova versão do jovem combatente do crime, criada para as revistas em 2011 e inspirada no ator Donald Glover.

Miles é um adolescente negro de uma realidade paralela que conseguiu seus poderes de uma forma semelhante ao original, mas resiste a ideia de combater o crime e tem dificuldades de viver as expectativas do seu pai, um policial que enxerga o verdadeiro herói como uma ameaça. O sucesso foi tão grande que até a saga do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) roubou a história do Miles e finalizou a sua trilogia com um crossover entre os outros aranhas muito parecido com o "Spider Verse".

Com grandes Aranhas vem grandes filmes
O filme não só tentou entender de verdade o universo e os personagens que estava adaptando, como também tomou um rumo diferente da tendência de animação das últimas décadas e revolucionou a indústria. Desde os sucessos de bilheteria e de crítica do estúdio de animação da Pixar, o cinema se prendeu ao estilo 3D, repletos de CGI e ultra realistas, tanto que a própria Disney não produz um filme de animação 2D tradicional desde 2009.

Com um mercado saturado do “efeito Pixar”, a nova película do escalador de teias trouxe animações estilizadas que simulam efeitos de histórias em quadrinhos e criou uma obra que aproveitou o potencial da animação, que vai até onde a imaginação permite, sem medo de beirar o surreal.

Confira trailer:

Através do Aranhaverso
A trama de Miles Morales promete três filmes, com seu final marcado para 2024, além de um spin-off sobre a Gwen. Sua segunda parte é dirigida por Joaquim Dos Santos, Kemp Powers e Justin K. Thompson, a estreia conta com Shameik Moore como Miles Morales, Hailee Steinfeld dá vida a Gwen Stacy, Jake Johnson é a voz de Peter Parker, Issa Era interpreta Jessica Drew, Daniel Kaluuya como Spyder-Punk, Brian Tyree Henry na voz de Jefferson Davis, Greta Lee no papel de Lyla, e Oscar Isaac dá vida a Miguel O’Hara.

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