HISTÓRIA DA IMIGRAÇÃO

A história das imigrações no Brasil é temática de novo romance do escritor Paulo Roberto Cannizzaro

O escritor e consultor Paulo Roberto Cannizzaro, autor de 36 livros, lança seu novo romance: "Ainda há tempo contemplando o sol", com temática da imigração no Brasil e no Mundo.

Escritor Paulo Roberto CannizzaroEscritor Paulo Roberto Cannizzaro - Foto: Ricardo Fernandes/Folha de Pernambuco

O escritor Paulo Roberto Cannizzaro concedeu entrevista ao âncora da Rádio Folha 96,7 FM, Jota Batista, sobre o seu novo romance “Ainda há tempo contemplando o sol”, sobre a história da temática da imigração no Brasil e no Mundo. Autor de 36 livros, 14 deles romances, sempre inserindo fatos históricos, e como ele relata “trazendo a melancolia e a dor humana”. A publicação, editada Ipê das Letra, já foi lançado em Portugal e agora o lançamento acontece no Brasil.


Cannizzaro traz na essência do novo romance, essa diversidade resultado da contribuição de vários povos na formação da identidade brasileira, como os colonizadores portugueses e a chegada dos franceses, holandeses, italianos, japoneses, alemães e os negros vindos da África. 

Jota Batista e Paulo Roberto CannizzaroJota Batista e Paulo Roberto Cannizzaro/ Foto: Ricardo Fernandes/Folha de Pernambuco


“Em vários ciclos da história do Brasil estivermos abertos para acolher os imigrantes, seja pela necessidade de mão de obra qualificada na indústria, na lavoura, em ocupar regiões desabitadas e os imigrantes de alguma forma explicam parte de nossa formação. O meu romance traz um recorte de um desses ciclos de imigração, em certo período do início do século passado, e de como o Brasil ocupado pelos imigrantes, notadamente a partir da presença da família imperial no Brasil.”

O autor lembrou que o Brasil é um dos países mais miscigenados do mundo, desde a colonização pelos portugueses, e declarou que somos o povo que mais recebe bem os imigrantes.


“No Brasil, os imigrantes tiveram grande papel na formação da nossa identidade cultural, nos vários ciclos da imigração que tivemos. De 1860 até 1960 cerca de 20 milhões de pessoas saíram da Itália, que foram para Estados Unidos, Argentina e Brasil.  Lembrando que o Brasil é o país mais acolhedor, a despeito de não termos uma política de acolhimento de imigrantes até os dias de hoje. Basta ver os Venezuelanos pelos sinais de trânsito, pedindo dinheiro para comer.”


Passando pela história na colonização do Brasil, Cannizzaro lembrou do papel do “grande estadista” Dom João VI, e depois de Dom Pedro II, que não é conhecido profundamente pelos brasileiros. 


O Brasil não conhece Dom Pedro II, que foi o maior estadista da história da humanidade, na época dele.  Pedro II era abolicionista, um monarquista com pensamento republicano. Seus auxiliares eram, remunerados, como se fossem empregados da Côrte. Ele tinha a sensibilidade de que o Brasil não tinha condições de fazer a abolição, e como vimos, de 1989, com o exílio de Dom Pedro e a família real até o trabalhismo de Vargas, em 1930, essas pessoas ficaram sem qualquer amparo. O Brasil ficou parado por cerca de 40 anos.”


Cannizzaro garante que a Proclamação da República foi uma quartelada


“O dia 15 de novembro até hoje não se comemora, porque foi uma ação de três gatos pingados, não foi um movimento popular. Foi uma quartelada. Tramaram um golpe num final de semana, e na segunda-feira estava na manchete do Jornal A República: “O Povo assistiu besteado a saída do Imperador”.


A entrevista completa você pode acompanhar na plataforma de áudio de sua preferência, pelo Podcasts Folha de Pernambuco, no Podcast “Entrevistas” ou  assistir pelo youtube no link abaixo.

 

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